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Moradia – São João das Lampas, Sintra

desenvolvido para Particular

Muros parcialmente destruídos de pedras emparelhadas por um trabalho manual, surgem como limites físicos na separação de inúmeros terrenos, onde a vasta planície se perde na continuidade que a nossa vista alcança.

Compreender os limites do nosso terreno, através da recuperação desses muros, tornou-se uma peça fundamental no início do desenvolvimento do projecto tanto da nossa parte, como pela ideia presente que o cliente tinha na reconstrução dos mesmos.

A imagem desta barreira física torna-se presente nas conversas informais que fomos tendo, ao ponto de a transpormos como o elemento físico preponderante na marcação do objecto que queríamos criar. A casa surge implantada no terreno através de dois volumes distintos, um que se sobrepõem ao outro. O primeiro, paralelo ao muro da entrada ergue-se como um elemento que o enfatiza, tratando-se de um elogio às pré-existências. A pedra torna-se elemento preponderante na leitura deste volume, pontuando apenas com pequenas aberturas arrítmicas, pequenas passagens de luzes incisivas, como se a imagem dos intervalos das antigas pedras se quisessem fazer denunciar no interior da própria habitação. Por outro lado, vivenciando o interior deste espaço, podemos reconhecer a total entrega para uma paisagem que agora se oferece, através dos enormes vãos que se contrapõem ao alçado oposto. O espaço revela-se para quem tem oportunidade de o experimentar.

O segundo volume aparece implantado perpendicularmente ao primeiro, por oposição. Um objecto branco e de menor dimensão, permitindo com esta solução que o elemento de destaque embora reforçado pelas características anteriormente descritas só assuma o seu papel preponderante, não como um elemento isolado, mas na evidência de um diálogo entre um todo.

Este jogo de “antónimos”, estão igualmente denunciados na distribuição dos diversos espaços. Num deles, foram projectados as zonas sociais da casa, onde a volumetria permite a duplicação de um pé direito proporcionando zonas de estar distintas, mas abertas e ligadas entre si, pela presença física constante do elemento vertical que as une. Um muro de pedra.

O volume branco, recolhe os espaços privados da casa e por conseguinte os fragmenta em pequenas parcelas autónomas, onde neles se irão esconder os momentos e as histórias de quem os vai habitar.

  • Cliente - Particular
  • Data do projecto - 2006
  • Fases - Projecto de licenciamento e execução